sábado, 23 de julho de 2011

Leitura na Educação Infantil

Garantir o contato com as obras e apresentar diversos gêneros às crianças pequenas é a principal função dos educadores de creche e pré-escola para desenvolver os comportamentos leitores e o gosto pela literatura desde cedo.

A escola é de extrema importância para garantir o contato com livros desde a primeira infância (Educação Infantil): ter contato, manusear, visualizar, encantar-se com as ilustrações e começar a descobrir o mundo das letras, da fantasia que envolve cada história. É nas salas de Educação Infantil que o educador, nessa fase, o que importa é deixar-se levar pelas histórias sem nenhuma preocupação em "ensinar literatura", mas sim apresenta - lá. Ler para a criança, usar de questionamentos sobre a obra é fundamental para incentivar a desenvolver e formar futuros leitores. 
Ao ver e ouvir um adulto lendo uma história, ao observar as rimas (num poema ou numa música), os pequenos começam a se interessar pelo mundo das palavras, a criança desenvolve a sua própria leitura de mundo, tornando autônoma e preparando-se para o percurso que vai se estender até o fim do Ensino Fundamental. Para esse processo ter sucesso é essencial deixar que todos manipulem livros, revistas, jornais, assim como, outros matérias que propiciem o contato com a leitura (letramento).


Incentive a criança a folhear as páginas, observar as imagens e os textos. 


(Texto adaptado site Revista Nova Escola/ Literatura na Educação Infantil)


** Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos...

** Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.
** Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para   transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.
** Mudar é difícil mas é possível"
(Paulo Freire)

                                                          
Seção II
Da Educação Infantil

Art.29 - A Educação Infantil primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Art.30 - A Educação Infantil será oferecida em:
I - creches ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;
II - pré- escolas para crianças de quatro a seis anos de idade.
Art.31 - Na Educação Infantil a avaliação far- se- á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promção, mesmo para o acesso no Ensino Fundamental.
(LDB - 20/12/1996; p.12)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Educação Infantil no Brasil: cem anos de espera

Assistencialismo perdurou por quase um século e só perdeu força quando a Constituição de 1988 tornou o segmento um dever do Estado e fortaleceu seu caráter educativo.

Educação Infantil

A biblioteca do escritor e professor Mário de Andrade, na segunda metade da década de 1930, guardava uma coleção que pareceria estranha para quem visitasse a casa do intelectual das letras naquela época: um acervo com mais de mil desenhos produzidos por crianças.

O educador começou a coleção quando foi responsável pela criação de parques infantis na cidade de São Paulo em 1935, ocasião em que ocupou o cargo de chefe do Departamento de Cultura da prefeitura da capital paulista. Neles, o escritor promovia concursos de desenhos e incentivava outras atividades artísticas entre os pequenos.
 

"Mário de Andrade foi um dos primeiros pensadores da Educação Infantil no país a acreditar na valorização das produções das crianças e a colocar a atividade artística como um dos fundamentos desse segmento", explica a professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Márcia Gobbi.
 

Apesar do interesse e esforço isolados de educadores como Mário de Andrade, a Educação Infantil levou muito tempo para se desvencilhar do caráter que a pontuou desde o início: a assistência social. Essa demora foi de quase um século - o primeiro jardim da infância foi inaugurado em 1895, em São Paulo. Mudanças estruturais começaram somente na década de 1970, quando o processo de urbanização e a inserção da mulher no mercado de trabalho levaram a um aumento significativo na demanda por vagas em escolas para as crianças de 0 a 6 anos. Como não havia políticas bem definidas para o segmento, a expansão de instituições de Educação Infantil nessa época foi desordenada e gerou precarização no atendimento, feito, em geral, por profissionais sem nenhuma formação pedagógica.
 

Em 1975, o Ministério da Educação começou a assumir responsabilidades ao criar a Coordenação de Educação Pré-Escolar para atendimento de crianças de 4 a 6 anos. Ainda assim, o governo continuou promovendo, em paralelo, políticas públicas descoladas da Educação. Em 1977, foi criada, no Ministério da Previdência e Assistência Social, a Legião Brasileira de Assistência (LBA), com o objetivo de coordenar o serviço de diversas instituições independentes que historicamente eram responsáveis pelo atendimento às crianças de 0 a 6 anos. Essas instituições eram divididas em: comunitárias, localizadas e mantidas por associações e agremiações de bairros; confessionais, mantidas por instituições religiosas; e filantrópicas, relacionadas a organizações beneficentes. A LBA foi extinta em 1995, mas o Governo Federal continuou a repassar recursos para as creches por meio da assistência social.
 

Nesse mesmo período, se intensificou uma separação entre o atendimento nas creches, de 0 a 3 anos, visto como algo destinado às camadas populares, e a pré-escola, segmento voltado para as classes média e alta. “Essa é uma separação que funda a Educação Infantil no país. As creches, totalmente financiadas pela assistência social, eram vistas como uma alternativa de subsistência para crianças mais pobres e estavam orientadas para cuidados em relação à saúde, higiene e alimentação. Já a pré-escola passou a ser encarada como a porta de entrada das crianças ricas na Educação”, analisa a ex-coordenadora de Educação Infantil do MEC, Karina Rizek.

                                                        Site Revista Nova Escola  novaescola@atleitor.com.br
Esta Instituição Educacional tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança de zero a cinco anos de idade em seus aspectos: físico, afetivo, intelectual, lingüístico e social, complementando a ação da família e da comunidade. A pratica educativa baseia- se na visão de uma sociedade justa, solidária, ética e sustentável. vislumbrando a existência de um mundo saudável, democrático e plural. Acreditando, com isso, contribuir com a  formação de cidadãos conscientes e comprometidos na construção de um mundo melhor. 


E como princípios fundamentais:
a) Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e as diferentes culturas, identidades e singularidades;
b) Políticos: dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito a ordem democratica;
c) Esteticos: da sensibilidade, da criticidade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artisticas e culturais.
(Regimento Escolar - 2. Finalidade)


EMEI M@GI@ DO @PRENDER


(Espaço físico - Projeto MEC - Escola modelo Arroio do Sal)
Nossa escola abrange os seguintes espaços (área construída): 08 salas de aula, desta quatro com banheiros, fraldário e dependência para hora do soninho, 04 "solarios" com porta de acesso à todas as salas de aula,  01 biblioteca, 01 refeitório, 01 cozinha, 01 sala de educadores, 01 sala orientação, 01 sala direção, 01 sala secretaria, 01 sala de Informatica, 02 banheiros  infantis com acesso coberto no pátio interno, 02 banheiros social masculino e feminino, dois banheiros para funcionários masculino e feminino, 01 lavanderia, 01 pracinha.